segunda-feira, 19 de abril de 2010

SILÊNCIO


eu agora estou aqui, mais uma vez. a pensar naquilo que poderia acontecer e nao aconteceu, ou aquilo que acontece e nao deveria acontecer. queria que alguem se senta-se aqui, minimamente consciente daquilo que eu sou. e me pergunta-se se eu estava bem, se precisava de sair, se precisava de ir para um sitio longe de tudo e todos para gritar ou mesmo andar á roda até cair. mas eu nao vou ficar á espera, entao eu fui, sozinha, e isso acontece vezes sem conta. com uma musica nos meus ouvidos, vou até ao lugar que mais me agrada. é calmo, sereno. vejo o meu reflexo e o vento que bate na minha cara faz-me reviver muitas coisas que continuam a bater dentro de mim. afinal, a ria não é assim tão longe da minha casa! (nem da tua)

1 comentário:

  1. Olá.

    Depois da liberdade vem o silêncio...parece que já caminhas trilhos com a tua cabeça e tentas começar a entender a confusão de vontades em ti.
    A Ribeira da Aldeia será o lugar de muitos, mas não deixa de ser o meu lugar e o teu lugar também.
    A calma da água trás um espelho que chega a cegar se permaneces ali fixamente a olha-lo...não te deixes fixada nunca em nada. Sente a vida e abusa dela, ela fará o mesmo de ti sempre que conseguir, o truque para a conhecer é muitas vezes brincar com ela, mas é também aventurar-se com ela e sem dúvidas e crescer vivendo-a ao limite.

    A preparação não é uma base de dados que nasce connosco...é um arriscar constante de um saborear o impossivel e fugaz. Quando deixares de apanhar esses momentos...a tua luz diminui um pouco e perdes a brisa que te levava para os aromas que querias e receaste.

    Um beijinho, gostei de te começar a ler aqui. Vou estar atento...

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